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Crianças diabéticas podem ter uma vida normal
Entre os fatores que podem desencadear o diabetes está o fator genético. Se alguém da sua família tem diabetes, existe a probabilidade de seu filho vir a desenvolver a doença. No caso do diabetes tipo 1, as chances são de cerca de 5%. De acordo com a Associação de Diabetes Juvenil, existem hoje no Brasil pelo menos 1 milhão de crianças convivendo com o diabetes.
Os pais geralmente têm uma certa dificuldade em saber se seus filhos estão sofrendo com o diabetes. A criança diabética geralmente sente muita sede, urina várias vezes ao dia (mais do que o comum) e perde peso. Para os recém-nascidos, a dificuldade em diagnosticar o diabetes é ainda maior. Por causa das fraldas é mais complicado perceber se a criança está urinando em excesso. Uma dica nesse caso é verificar se a boca do bebê está muito seca, se a moleira está muito funda ou ainda se ele vive irritado. Esses são fortes indícios de que o bebê pode estar com diabetes.
O problema mais grave que a doença pode acarretar para uma criança é a falta de líquidos no corpo. Isso geralmente provoca desidratação e, em casos mais graves, pode desencadear convulsões.
Alimentação: explicar para o seu filho diabético que ele não pode comer doces não será uma tarefa fácil. Seja o mais sincero possível e explique para ele que os doces podem fazer mal à saúde. Claro que você não poderá reprimir o seu filho o tempo todo, por isso deixe que ele coma uma guloseima de vez em quando, mas isso tem que ser feito sob controle. Atualmente, existe uma grande quantidade de opções alimentares, desde salgados, doces, refrigerantes, balas e sorvetes que não contêm açúcar. Converse com o pediatra do seu filho e veja quais alimentos podem ser ingeridos por ele.
Insira no cardápio do pequeno uma grande variedade de nutrientes: carboidratos, proteínas e gorduras. Legumes e verduras devem ser prioridade nessa lista. Outra sugestão é ensinar seu filho a comer de três em três horas, isso evita que a taxa de glicose no sangue fique descontrolada. Você também deve limitar a ingestão de açúcar refinado e de gorduras.
Educação e diabetes
A doença não atrapalha a vida escolar, mas o seu filho pode se sentir desmotivado. Em muitos casos, as crianças com diabetes sentem-se carentes e isso até pode refletir no desempenho escolar. Esse fato não é motivo para evitar as cobranças.
Assim que possível, explique ao seu filho o que é o diabetes e que ele vai precisar tomar alguns cuidados para preservar a saúde. Deixe-o fazer as perguntas que achar necessário. Se você não souber responder, anote-as e pergunte ao pediatra. Seu filho tem que se sentir seguro, pois precisa de apoio e orientação nessa fase da vida. Lembre-se que informação e prevenção são a melhor arma no controle de doenças.
Você pode encontrar mais informações sobre o diabetes no site da Associação de Diabetes Juvenil.
Qualidade de vida
Você estranharia se o dermatologista lhe solicitasse um exame de tireóide? Pois esse tipo de pedido não chega a ser incomum. Alterações na pele, muitas vezes, são indícios de doenças sistêmicas, alerta o Dr. Mário Grinblat, dermatologista do Hospital Israelita Albert Einstein.
"A pele é a vitrine do organismo", afirma Grinblat, ponderando que algumas enfermidades podem ser diagnosticadas com bastante antecedência apenas pela observação de anomalias cutâneas. "É possível fazer o diagnóstico precoce de muitas doenças apenas olhando para a pele da pessoa", explica o especialista.
Em casos extremos, o médico pode até descobrir doenças como diabetes ou distúrbios de tireóide. "O dermatologista pode fazer um diagnóstico dessas doenças antes que elas se manifestem. Mas as pessoas precisam ficar atentas a qualquer alteração da pele", diz Grinblat.
Mas não é só na pele que as doenças sistêmicas podem aparecer. As unhas também podem apresentar alterações em conseqüência de algumas enfermidades. "Dependendo de como estiver a unha do paciente, podemos suspeitar de doenças reumáticas, hepáticas, renais, metabólicas ou endocrinológicas", observa Grinblat. E, se é mais comum a manifestação na pele e nas unhas de alguma disfunção interna, também há casos em que problemas dermatológicos evoluem para uma doença sistêmica: é o caso das anomalias infecciosas.
In forma
A cura para a calvície pode estar nas células-tronco. Cientistas da Faculdade de Medicina da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, conseguiram isolar células-tronco responsáveis pelo desenvolvimento dos folículos capilares. A descoberta pode servir como base para novos tratamentos contra a queda de cabelo. Os resultados do estudo serão publicados na edição de abril da Nature Biotechnology.
O cabelo cresce a partir de células que residem na base do folículo capilar, pequenas estruturas tubulares que passam continuamente por um ciclo formado por fases de crescimento, repouso e novo crescimento. Em muitas pessoas, entretanto, os folículos não respeitam o ciclo e passam a ter longas fases de repouso, nas quais produzem apenas cabelos minúsculos e praticamente invisíveis.
Os pesquisadores da Universidade da Pensilvânia suspeitavam que células-tronco localizadas dentro dos bulbos dos folículos fossem responsáveis pelo crescimento capilar. Para comprovar a teoria, empregaram técnicas de rotulagem celular de modo a rastrear as células durante o crescimento normal e isolá-las em ratos adultos.
Em seguida, transplantaram células na pele de ratos sem sistemas imunológicos, de modo que não rejeitassem o transplante. Em menos de quatro semanas, as células-tronco transplantadas deram origem a novos folículos capilares que, por sua vez, produziram novos fios de cabelo.
Agora que conseguimos isolar as células-tronco envolvidas no crescimento capilar, podemos desenvolver maneiras de manipular esse crescimento , disse George Cotsarelis, professor de dermatologia da universidade norte-americana e líder da pesquisa. O pesquisador, entretanto, ressalta que ainda serão necessários pelo menos dez anos para que a técnica seja empregada com sucesso e, comercialmente, em humanos.
A descoberta tem implicações não apenas nos tratamentos contra a calvície, mas também em queimaduras da pele. As células que isolamos tem uma enorme capacidade de proliferação e regeneração e também podem produzir células epidérmicas , disse Cotsarelis.